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cadastrado em jaboticabal, SAO PAULO.
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(30-03-07)
- A linha CB da Honda já fez história no Brasil. A sigla ?Citizen
Band?, faixa do cidadão, em inglês, resume bem a proposta das motos
dessa família: o uso urbano. Caracterizadas pelo visual naked, com o
farol se destacando ao lado do motor descoberto, as motos da família CB
são ideais para o vai-e-vem do trabalho todos os dias e encaram bem uma
viagem, desde que seja por estradas bem pavimentadas.
Atualmente,
a representante mais desejada desta linha no país é a média-cilindrada
CB 600F Hornet. Lançada no Brasil, em 2004, para substituir a CB 500, a
Hornet trouxe inovações em relação à antecessora: traseira
monoamortecida e motor quatro-em-linha ? a 500 usava o sistema
biamortecido e tinha apenas dois cilindros. Mesmo defasado em duas
versões em relação à Hornet comercializada na Europa, o modelo vendido
no Brasil já conquistou diversos fãs e está até nas pistas do
Campeonato Brasileiro de Motovelocidade, com a recém-criada Copa
Hornet. Ao todo foram vendidas 9.982 unidades entre novembro de 2004 e
fevereiro deste ano (4.843 em 2006).
Antiga receita
A
receita é a mesma da lendária CB 750, lançada em 1969, modelo que
marcou o início da invasão das motos japonesas em todo o mundo. Motor
de quatro cilindros, boa dirigibilidade e conforto sem muita frescura.
Não há carenagem, nem muitos detalhes estéticos. Uma moto com cara de
moto.
A Hornet traz um motor de quatro cilindros em linha com
599 cm³ de capacidade. Tem linhas discretas e boa maneabilidade, além
de ser fácil de conduzir. O propulsor traz duplo comando no cabeçote
(DOHC) e refrigeração líquida. Produz 96,5 cv de potência máxima a
12.000 rpm e torque de 6,43 kgm a 9.500 rpm. O resultado é um motor
bastante elástico, que proporciona força desde as baixas rotações e boa
resposta também em altos regimes. Aliás, este é um dos grandes trunfos
deste propulsor. Pode transformar essa tranqüila cidadã em uma nervosa
esportiva.
Apesar de moderno e do bom rendimento, o motor é
alimentado por quatro carburadores. A injeção eletrônica já foi
incorporada nas duas versões mais recentes da Hornet à venda em outros
países.
Fuja dos buracos
Com quadro monotrave
superior e o motor fazendo parte da estrutura, a Hornet gosta mesmo é
de ruas bem asfaltadas. Suas suspensões ? telescópica na dianteira e
monoamortecida na traseira ? têm curso reduzido. Com isso, qualquer
obstáculo, como valetas, lombadas e buracos, faz a moto ?pular?
bastante.
Mas quando a avenida tem boa pavimentação, o piloto
segue confortável, já que o largo banco e o guidão em uma posição
cômoda garantem uma excelente ergonomia. Apesar das pedaleiras
recuadas, a posição de pilotagem é bastante ?civilizada? em comparação
com as superesportivas da linha CBR. Ao subir na Hornet, parece que ela
é sua há muito tempo.
Ao se acomodar, o piloto tem à frente o
clássico painel de dois mostradores com conta-giros e velocímetro
analógicos, além de medidor de temperatura do motor, hodômetro digital
e luzes de advertência. Entre elas, a luz de combustível, que serve
apenas para indicar que é preciso abrir a torneira de reserva. O
consumo, aliás, é um dos pontos fracos do modelo: ela faz em média 18
km/litro. Em uma tocada mais esportiva, buscando a potência máxima, o
consumo pode ser ainda maior.
Desejada
Com preço
praticado (em São Paulo) de R$ 34,5 mil, a Hornet é um dos modelos mais
desejados na categoria naked de média cilindrada ? tanto pelo seu apelo
estético quanto por sua versatilidade. Sua grande rival é a Suzuki
Bandit 650. Com motor de mesma arquitetura, porém refrigerado a ar, a
Bandit 650 é um pouco mais cara: R$ 35.586.
A Hornet é ideal
para quem quer uma moto versátil - meio de transporte no dia-a-dia e
companheira de viagens. Além de ser a evolução natural e o desejo dos
motociclistas cidadãos que têm uma naked de 250 cm³.
FICHA TÉCNICA ? Honda CB 600F HORNET
| MOTOR | Quatro tempos, DOHC, 4 tempos, 4 cilindros, 16 válvulas, arrefecimento líquido, 599 cm³
| | POTÊNCIA | 96,5 cv a 12.000 rpm
| | TORQUE | 6,43 kgm a 9.500 rpm
| | ALIMENTAÇÃO | Quatro carburadores a vácuo
| | CÂMBIO | Seis velocidades
| | TRANSMISSÃO PRIMÁRIA | Engrenagens
| | TRANSMISSÃO SECUNDÁRIA | Corrente
| | PARTIDA | Elétrica
| | RODAS | Dianteira e traseira de liga-leve, em aro 17?
| | PNEUS | Dianteiro 120/70 ZR-17 M/C; traseiro 180/55 ZR-17 M/C
| | CHASSI |
Quadro monotrave superior, com o motor fazendo parte da estrutura, com
comprimento de 2.100 mm, largura de 738 mm, altura de 1.070 mm e peso a
seco de 181 kg
| | TANQUE | 17,3 l (reserva 2,6 l)
| | SUSPENSÃO |
Dianteira com garfo telescópico com 120 mm de curso; traseira com
balança monoamortecida com 127 mm de curso, amortecedor traseiro com
sete posições de ajuste de tensão da mola
| | FREIOS | Dianteiro
com disco duplo flutuante de 296 mm de diâmetro, cáliper de duplo
pistão; traseiro com disco de 220 mm de diâmetro, pistão simples
| | CORES | Laranja e cinza metálica
| | PREÇO | R$ 34.837 (sem frete ou seguro)
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