EXCEPCIONAL CARTOLA QUE PERTENCEU AO PRESIDENTE CAMPOS SALES FINAL DO SEC XIX. Cartola revestida de pele de foca; no interior marca Caron & Labbé - Paris - Fabricação especial para chapelaria Alberto - Rua direita, 29A - São Paulo, de Alberto Rodrigues. 16 cm de altura x 21 cm e 5 cm de aba. França, séc. XIX. ATENÇÃO TENHO DOCUMENTO DE AUTENTICIDADE DA PROPRIEDADE DO PRESIDENTE SALES. NÃO PERCA A OPORTUNIDADE DE ADQUIRIR UMA PEÇA TÃO IMPORTANTE EM EXCELENTE ESTADO! cAMPOS SALES FOI UM DOS MAIORES PRESIDENTES DO BRASIL NO CAMPO DA ECONOMIA
Na Presidência da República
Em 1898 foi eleito presidente da república, substituindo Prudente de Morais em uma época que a economia brasileira, baseada na exportação de café e borracha, não ia bem. Julgava que todos os problemas do Brasil tinham uma única causa: a desvalorização da moeda.
Desenvolveu a chamada política dos governadores, através da qual afastou os militares da política e estabeleceu a República Oligárquica, através da qual tentou obter o apoio do Congresso através de relações de clientelismo e favorecimento político entre o governo central, representado por si próprio enquanto presidente, estados, representados pelos respectivos governadores, e municípios, representados pelos coronéis. Era preservada a autonomia e independência dos governos municipais e estaduais desde que estes apoiassem a política do governo federal.
O quarto presidente do Brasil, Campos Sales, numa nota de 10 mil réis de 1925.
Na economia, Campos Sales decidiu que a resolução do problema da dívida externa era o primeiro passo a ser tomado. Em Londres, o presidente e os ingleses estabeleceram um acordo, conhecido como "funding loan". Com esse acordo, suspendeu-se por 3 anos o pagamento dos juros da dívida; suspendeu-se por 13 anos o pagamento da dívida externa existente; o valor dos juros e das prestações não pagas se somariam à existente; a dívida começaria a ser paga em 1911, com o prazo de 63 anos com juros de 5% ao ano; as rendas da alfândega do Rio de Janeiro e Santos ficariam hipotecadas aos banqueiros ingleses, como garantia.
Então, livre do pagamento das prestações, Campos Sales pôde levar adiante a sua política de "saneamento" econômico. Combateu a inflação, não emitindo mais dinheiro e retirando uma parte de circulação. Depois combateu os déficits orçamentários, reduzindo a despesa e aumentando a receita. Joaquim Murtinho, Ministro da Fazenda, cortou o orçamento do Governo Federal, elevou todos os impostos existentes e criou outros.
Finalmente, dedicou-se à valorização da moeda, elevando o câmbio de uma taxa de 48 mil-réis por libra para 14 mil-réis por libra. Sua política foi acusada de extremamente recessiva, para usarmos um termo atual.
Recebeu a alcunha de Campos Selos, por causa do imposto do selo, sendo vaiado ao deixar a presidência por causa de sua política de ajuste financeiro mal compreendida pela população.
Após a presidência
Após o mandato presidencial, foi senador por São Paulo e diplomata na Argentina. Durante as articulações (demarches) para a eleição presidencial de 1914 seu nome chegou a ser lembrado para a presidência, mas faleceu repentinamente em 1913, quando passava por dificuldades financeiras.
Ministério de Campos Sales
- Ministros
- Ministério da Justiça e Negócios Interiores: Epitácio da Silva Pessoa (15 de novembro de 1898 ? 6 de agosto de 1901), Sabino Alves Barroso Júnior (6 de agosto de 1901 ? 15 de novembro de 1902)
- Ministério da Marinha: Carlos Baltasar da Silveira, Almirante (15 de novembro de 1898 ? 9 de agosto de 1899), José Pinto da Luz, Contra-Almirante (19 de agosto de 1899 ? 15 de novembro de 1902)
- Ministério da Guerra: João Nepomuceno de Medeiros Mallet (15 de novembro de 1898 ? 5 de novembro de 1902), João Tomás de Cantuária
- Ministério das Relações Exteriores: Olinto de Magalhães (15 de novembro de 1898 ? 15 de novembro de 1902), Joaquim Tomás do Amaral (Visconde de Cabo Frio) (interino)
- Ministério da Fazenda: Joaquim Duarte Murtinho (15 de novembro de 1898 ?2 de setembro de 1902), Sabino Alves Barroso Júnior (2 de setembro de 1902 ? 15 de novembro de 1902)
- Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas: Severino dos Santos Vieira (15 de novembro de 1898 ? 27 de janeiro de 1900), Alfredo Eugênio de Almeida Maia (27 de janeiro de 1900 ? 8 de março de 1902), Epitácio da Silva Pessoa (interino), Antônio Augusto da Silva (8 de março de 1902 ? 15 de novembro de 1902).

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